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   As 5 disfunções das equipes:
   publicado em 28/06/2011


·        Ausência de CONFIANÇA                      (invulnerabilidade)
·        Medo do CONFLITO                              (harmonia artificial)
·        Falta de COMPROMETIMENTO           (ambiguidade)
·        Evitar RESPONSABILIDADE                 (padrões baixos)
·        Falta de atenção aos RESULTADOS       (status e ego)
 
Ausência de Confiança
·        Confiança: é a certeza que deve existir, entre os membros, de que as intenções dos colegas são boas e que não há necessidade de se proteger ou ficar cheio de dedos dentro do grupo.
·        Mostrar vulnerabilidades: pontos fracos, deficiências técnicas, dificuldades pessoais, erros e pedidos de ajuda.
·        Quando não há confiança:
o       Os membros escondem uns dos outros os seus pontos fracos e seus erros;
o       Hesitam em pedir ajuda ou oferecer feedback construtivo;
o       Hesitam em oferecer ajuda fora de suas áreas de responsabilidade;
o       Tirar conclusões apressadas em relação às intenções e aptidões dos outros sem tentar esclarecê-las;
o       Fracassam em reconhecer e tirar proveito das habilidades e experiência uns dos outros;
o       Desperdiçam tempo e energia administrando seus comportamentos para provocar determinado efeito;
o       Guardam ressentimentos;
o       Odeiam as reuniões e encontram desculpas para evitar passar tempo juntos.
·        Quando há confiança:
o       Os membros admitem seus pontos francos e seus erros;
o       Pedem ajuda;
o       Aceitam questionamentos e contribuições em suas áreas de responsabilidade;
o       Dão uns aos outros o benefício da dúvida, antes de chegar a uma conclusão negativa;
o       Correm riscos na hora de oferecer feedback e ajuda;
o       Apreciam e tiram proveito das habilidades e experiências uns dos outros;
o       Concentram seu tempo e energia em questões importantes, não em política;
o       Pedem e aceitam desculpas sem hesitação;
o       Anseiam pelas reuniões e outras oportunidades de trabalhar em grupo.
·        Como superar a disfunção:
o       Exercício das histórias pessoais;
o       Exercício da efetividade da equipe: feedback do grupo para cada membro sobre “maior contribuição individual” (ponto forte) e ponto a melhorar ou eliminar (ponto fraco);
o       Perfis de preferências de personalidade e comportamento: MBTI;
o       Feedback 360º: desconectado da avaliação de desempenho e sistema de compensação;
o       Exercícios experimentais em equipe: 
·        Conexão com disfunção 2:
o       Ao construir confiança, o conflito se torna possível porque seus integrantes não hesitam em se envolver em debate acalorado e, às vezes, emocional, pois sabem que não serão punidos por dizer algo que poderia, do contrário, ser interpretado como destrutivo ou crítico.
 
Medo do conflito
·        Conflito ideológico produtivo X brigas destrutivas e políticas interpessoais
o       Conflito ideológico produtivo: conceitos e idéias, sem ataques maldosos e focados na personalidade, mesmo que haja paixão, emoção e frustração.
o       Brigas destrutivas e políticas interpessoais:
·        Equipes que temem o conflito:
o       Têm reuniões chatas;
o       Criam ambientes em que a política pelas costas e os ataques pessoais crescem;
o       Ignoram tópicos controvertidos que são fundamentais para o sucesso da equipe;
o       Fracassam em levar em conta todas as opiniões e perspectivas dos membros da equipe;
o       Desperdiçam tempo e energia com comportamento artificial e administrando riscos interpessoais.
·        Equipes que se envolvem em conflito:
o       Têm reuniões vivas e interessantes;
o       Extraem e exploram as idéias de todos os membros da equipe;
o       Resolvem os problemas reais rapidamente;
o       Minimizam a política;
o       Colocam os pontos críticos na mesa para serem discutidos.
·        Como superar a disfunção:
o       Trabalho de garimpagem: eleger um responsável por garimpar conflitos ou discordâncias soterradas bem no âmago da equipe, que deverá expô-la à luz do dia e forçar a equipe a trabalhá-la até que o conflito seja resolvido.
o       Permissão em tempo real: reconhecer quem estiver desconfortável com o conflito, lembrando que aquilo é necessário, manter o debate saudável e finalizar reforçando que aquela discussão é boa para a equipe e não deverá ser evitada no futuro.
o       Outras ferramentas: ferramentas que apontem o perfil comportamental diante dos conflitos
·        O papel do líder
o       Não deve proteger os membros da equipe para evitar que se magoem;
o       Deixar que a solução ocorra naturalmente;
o       Não fugir de situações onde o conflito seja necessário (panos quentes).
·        Conexão com disfunção 3:
o       Ao se envolver em conflito produtivo e demonstrar empatia para com as perspectivas e opiniões de seus membros, uma equipe pode se comprometer com uma decisão e aceitá-la com confiança, pois sabe que o conjunto se beneficiou das idéias de todos.
 
Falta de comprometimento
·        Comprometimento = clareza + aceitação
·        Consenso:
o       Consenso é perigoso;
o       Nem sempre será possível atender a opinião de todos
o       Membros de grupos maduros aceitam que nem sempre suas opiniões pessoais serão as escolhidas;
o       É importante que a opinião de todos seja ouvida e genuinamente considerada;
o       O líder tem a prerrogativa de tomar a decisão quando houver impasse.
·        Certeza:
o       É muito difícil ter sempre a certeza de que uma decisão é a melhor;
o       Tomar uma decisão errada é melhor do que vacilar e ficar parado;
o       Querer tomar sempre a decisão certa, amparada por todos os dados disponíveis, geralmente ocasiona paralisia e falta de confiança numa equipe.
o       Muitas vezes todas as informações estão disponíveis nos corações e mentes das pessoas, por isso a participação de todos e o debate sem censura é o melhor caminho (sabedoria coletiva).
·        Equipe executiva que não se compromete com decisões claras gera crescimento de um nível de discórdia mais profundo e sem possibilidade de solução. A falta de comprometimento é percebida pelos subordinados e podem se agravar em discrepâncias entre os departamentos.
·        Uma equipe que não se compromete:
o       Cria ambigüidade entre seus integrantes quanto à direção e às prioridades;
o       Vê as janelas da oportunidade se fecharem devido ao excesso de análise e atrasos desnecessários;
o       Gera falta de confiança e medo do fracasso;
o       Revisita as mesmas discussões e decisões muitas e muitas vezes;
o       Estimula críticas e questionamentos entre os membros da equipe.
·        Uma equipe que se compromete:
o       Gera clareza com relação à direção e às prioridades;
o       Alinha a equipe inteira em torno dos objetivos comuns;
o       Desenvolve a capacidade de aprender com os erros;
o       Aproveita as oportunidades antes dos concorrentes;
o       Vai em frente sem hesitar;
o       Muda de direção sem hesitação ou culpa.
·        Como superar a disfunção:
o       Classificação/escalonamento dos comunicados: ao final das reuniões, rever as principais decisões tomadas e entrar em acordo sobre os comunicados aos empregados e outros públicos interessados;
o       Prazos: estabelecer prazos bem definidos para a tomada de decisões e honrá-los com disciplina e rigor, tanto os prazos finais como os prazos para as decisões intermediárias.
o       Análise de contingência e do pior cenário: discutir planos de contingência caso a decisão tomada não esteja correta, bem como analisar qual seria o pior cenário caso algo de errado aconteça.
o       Terapia de exposição de baixo risco: criar condições para que a equipe tome decisões de baixo risco, mesmo que não tenha todas as informações a respeito.
·        O papel do líder:
o       Tomar decisões quando for necessário;
o       Forçar o grupo a cumprir seus compromissos nos prazos estabelecidos;
o       Não valorizar excessivamente a certeza e o consenso.
·        Conexão com a disfunção 4:
o       Os papéis e as responsabilidades de cada um devem estar claros;
o       Cada um deve se sentir à vontade para chamar a atenção do outro quando o desempenho ou o comportamento não estiverem de acordo.
 
Evitar a responsabilidade
·        Essência: indisponibilidade dos integrantes para tolerar o desconforto interpessoal que acompanha o ato de chamar a atenção de um colega em função do seu comportamento, e a tendência a evitar conversas difíceis.
·        Uma equipe que evita responsabilidades:
o       Gera ressentimento entre os integrantes que têm padrões de desempenho diferentes;
o       Estimula e mediocridade;
o       Perde prazos e itens vitais;
o       Joga um fardo indevido nas costas do líder da equipe, como fonte única de disciplina.
·        Uma equipe que divide responsabilidades:
o       Garante que os integrantes cujo desempenho é medíocre sintam-se efetivamente pressionados a melhorar;
o       Identifica rapidamente os potenciais problemas, porque os integrantes questionam as abordagens uns dos outros sem hesitação;
o       Estabelece o respeito entre os membros da equipe, que são nivelados por elevado padrão de desempenho;
o       Evita burocracia excessiva no gerenciamento do desempenho e nas ações corretivas.
·        Como superar a disfunção:
o       Publicação das metas e dos padrões:
o       Revisões simples e regulares de progressos: estimular feedback regulares entre os membros da equipe, seja verbalmente ou por escrito, sobre o comportamento e o desempenho das pessoas;
o       Recompensas para a equipe: isto estimula que os membros da equipe se ajudem e cobrem um bom desempenho uns dos outros.
·        O papel do líder:
o       O líder não deve assumir o papel de que ele é a única fonte de cobrança do bom desempenho e do cumprimento das responsabilidades;
o       O líder deve deixar claro que ele não hesitará em tomar atitudes que se que fizer necessário.
·        Conexão para a disfunção 5:
o       Se os membros da equipe não forem cobrados da responsabilidade por suas contribuições, provavelmente concentrarão sua atenção em suas próprias necessidades e em sua ascensão ou no crescimento de seus departamentos.
 
Falta de atenção aos resultados
·        Atenção não somente aos resultados financeiros, mas também os demais indicadores que mensuram as metas e objetivos departamentais e corporativos.
·        Status da equipe:
o       O simples fato de pertencer à equipe dá satisfaz os seus integrantes.
·        Status individual:
o       Quando o foco é se destacar ou ganhar posição dentro da equipe.
·        Uma equipe que não está focada nos resultados:
o       Estanca, não cresce;
o       Raramente derrota os concorrentes;
o       Perde empregados orientados para realizações;
o       Estimula os membros da equipe a se concentrarem em suas próprias carreiras e metas individuais;
o       Se desvia facilmente dos objetivos.
·        Uma equipe que se concentra nos resultados coletivos:
o       Retém empregados orientados para realizações;
o       Minimiza o comportamento individualista;
o       Vive intensamente o sucesso e sofre muito com o fracasso;
o       Se beneficia dos indivíduos que sacrificam suas próprias metas e interesses pelo bem da equipe;
o       Evita que o grupo perca o foco.
·        Como superar a disfunção:
o       Declaração pública de resultados: divulgar metas e objetivos publicamente estimula o atingimento e superação de resultados. “Vamos dar o máximo de nós” serve como preparação para o fracasso;
o       Recompensas baseadas em resultado: não deve ser a única forma de motivação. Não se deve premiar quem deu o máximo mas não atingiu o resultado esperado.
·        O papel do líder:
o       É ele quem dá o tom para o foco dos resultados;
o       Deve dar exemplo a partir do próprio exemplo;
o       Deve ser generoso e objetivo e reservar as recompensas e o reconhecimento para aqueles que fazem contribuições reais para que o grupo atinja suas metas.
 
Os métodos de Kathryn
·        Reunião anual de planejamento e retiros para desenvolvimento de liderança (três dias, fora do escritório):
o       Orçamento, planejamento estratégico, treinamento em liderança, planejamento de sucessão e classificação/escalonamento dos comunicados.
·        Reuniões trimestrais de equipe (dois dias, fora do escritório)
o       Revisão de metas, revisão financeira, estratégias, desempenho dos empregados, problemas-chave, desenvolvimento de equipe, classificação/escalonamento dos comunicados.
·        Reuniões semanais de equipe (duas horas, no escritório)
o       Revisão de atividades-chave, progresso das metas, revisão de vendas, avaliação de clientes, solução de problemas táticos, classificação/escalonamento dos comunicados.
·        Reuniões ad hoc (duas horas, no escritório)
o       Problemas estratégicos que não podem ser discutidos nas reuniões semanais de equipe.
 
 

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