É muito comum pessoas cansadas do
atual trabalho ou desempregadas aventurarem-se em novos empreendimentos. Muitas
delas começam um negócio a partir de uma idéia ou de um sonho. Imaginam montar
um negócio e em pouco tempo começar e viver dos rendimentos desse
empreendimento. Na maioria das vezes, esse sonho acaba se tornando um pesadelo,
pois o empreendimento não foi bem planejado.
Muitas vezes a pessoa tem
um emprego fixo, mas não está satisfeito com o trabalho, com o chefe ou não se
sente realizado e quer mudar de vida. Vem então a idéia de ser o próprio patrão.
Ainda há aquelas que estão desempregadas, não conseguem nova colocação e
imaginam que abrir um próprio negócio seja a melhor alternativa para voltar a
trabalhar. Estes são os dois casos clássicos de empreendedores que fracassam por
falta de planejamento e falta de capital.
Em muitos casos, essas pessoas
acabam lançando-se em ramos de atividade totalmente desconhecidos, simplesmente
porque "ouviram dizer" que é um ramo lucrativo, ou porque sonham com um trabalho
que lhes dê prazer. Todos os ramos são lucrativos, desde que se conheça o
mercado, o local onde a empresa será instalada, os fornecedores, os prazos de
pagamento dos insumos, o prazo de retorno do investimento, taxas e impostos a
serem pagos e mais do que tudo, que se tenha uma boa noção das despesas e
receitas mensais do empreendimento.
O principal motivo que faz pequenas
empresas naufragarem antes do primeiro ano de vida é a falta de planejamento.
Esse planejamento muitas vezes não é feito por falta de conhecimento da
estrutura de um negócio, ou por subestimar as despesas do inÃcio da atividade de
uma empresa. Nestes casos, o negócio tem inÃcio com pouco dinheiro, sobrando
pouca reserva para imprevistos e para a sobrevivência durante o tempo que o
empreendimento ainda não começou a se pagar. Nesta hora o empresário tem
continuar tirando dinheiro do bolso para alimentar a empresa até que ela comece
a dar lucro, e ainda tem que ter dinheiro para pagar suas contas pessoais. É
nesse Ãnterim que as contas desandam. Começa a faltar dinheiro para injetar na
empresa como capital de giro ao mesmo tempo que falta dinheiro para o pagamento
das contas pessoais. No fim das contas, as únicas alternativas que restam são
vender a empresa por um valor irrisório, ou ainda, a mais penosa, que é
simplesmente fechar as portas e arcar com todos os prejuÃzos.
Todos
estes transtornos podem ser evitados. Basta que seja feito um planejamento
meticuloso do empreendimento antes que se invista o primeiro centavo. Caso o
empreendedor não se sinta capaz de fazer este trabalho, pode contratar empresas
ou consultores aptos a realizar este trabalho. Claro que isto também requer um
desembolso. Mas este gasto com um profissional qualificado não será em vão, pois
ele lhe esclarecerá muitos pontos que podem inviabilizar o seu projeto e com
isso evitar que você invista dinheiro e tempo num sonho que em menos de um ano
pode se transformar num pesadelo e jogá-lo de novo no mercado de trabalho. Mas
pode também orientá-lo a redirecionar o seu projeto e torná-lo viável, fazendo
com que o seu lucro venha em menos tempo do que viria caso você não fosse
assistido por um profissional qualificado.
 Fonte : Negócio Certo -
Sebrae
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