Veja como lidar com a sobrecarga de funções e
conciliar a vida profissional com a pessoal. O acúmulo de funções dentro do
ambiente profissional pode ser encarado como algo positivo. É sinal de que você
demonstrou ser competente e que a empresa confia no seu trabalho – e, em muitos
casos, é também sinônimo de um salário mais gordo. Por outro lado, quando isso
acontece, o nível de responsabilidade cresce na mesma proporção da
credibilidade. As preocupações aumentam. Noites mal dormidas se tornam
ocorrências freqüentes e a pressão é constante. “Pelo ritmo que as coisas
funcionam hoje, é normal que as pessoas, em alguns momentos, fiquem
sobrecarregadas de trabalho. O que não pode acontecer é isso se tornar uma
rotina, “As pessoas têm um limite”.
APRENDA A DIZER NÃO Algumas
iniciativas ajudam a evitar o excesso de trabalho. “É importante se planejar,
manter uma agenda e estar preparado para as intervenções. Administrar o seu
tempo é essencial”, indica. No entanto, nem o mais organizado dos profissionais
consegue dar conta do serviço se estiver muito sobrecarregado. É nessas horas
que é preciso rever alguns conceitos e ser franco com o seu chefe. “Se chegar a
esse ponto, admita que você não tem condições de cumprir com tantas
atribuições”, recomenda a especialista. Muitos, entretanto, omitem-se por
temerem as conseqüências. Reclamar do excesso ou negar alguma nova função pode
ser visto como um gesto de indisciplina ou até mesmo de descaso. É natural que o
profissional aceite mais responsabilidades – mesmo aquelas que ultrapassam as
suas atribuições – por não querer deixar a empresa na mão ou para não ficar para
trás. “Normalmente ele pensa que, se não aceitar, perderá pontos com o chefe ou
que, no final das contas, outra pessoa o fará e terá mais chances de crescer
profissionalmente”, avalia. Abrir o jogo e ser sincero é sempre a melhor
alternativa. “É tudo uma questão de bom senso. O ideal é procurar o seu chefe em
um momento em que ambos estejam de cabeça fria. Reúna argumentos e explique sua
posição a ele”. E se mesmo assim ele não aceitar a sua reivindicação?
“Paciência. Às vezes a única solução é procurar outro emprego”.
COMO
PERCEBER? Se você ocupa um cargo de chefia ou é proprietário de uma empresa,
atenção: funcionários sobrecarregados se desgastam mais, estão mais
insatisfeitos e rendem menos do que poderiam. Em outras palavras, seu negócio
está deixando de produzir. Cabe aos chefes identificar se um ambiente de
trabalho está sobrecarregado ou não. “Aplicar a ferramenta do feedback é
importante, pois ela proporciona uma visão mais ampla e realista da situação
para quem está no comando”, garante a especialista. Ainda que algumas reações
do dia-a-dia ajudam a indicar se o profissional está trabalhando muito ou não.
“Se ele é impaciente e nunca tem tempo para nada, é sinal de que está
sobrecarregado”, diz a especialista. Se não for possível reduzir a carga de
trabalho, o importante é tentar amenizar a situação. Investimentos em qualidade
de vida, como atividades físicas e de lazer, ajudam a quebrar o clima pesado do
ambiente de negócios. A valorização e o estímulo também são peças-chave no
processo. “A falta de reconhecimento desmotiva qualquer um. Salário nem sempre é
tudo”.
COMPROMISSO COM VOCÊ MESMO Trabalhar é algo saudável e sempre
recomendável. Mas como tudo na vida, é preciso maneirar na dose. “De nada
adianta reclamar do excesso de trabalho se o próprio profissional não se limita.
É preciso estabelecer e respeitar horários específicos para tratar de assuntos
profissionais. Reservar um tempo para a família, amigos e vida social é
fundamental para manter uma vida equilibrada”. Em um mercado onde as mudanças
estão cada vez mais frenéticas, saber conciliar vida profissional e pessoal se
tornou até questão de saúde pública. O próprio corpo denuncia. As pessoas
estão envelhecendo mais cedo porque estão mais preocupadas e estressadas. Os
índices de câncer e úlcera em jovens crescem de maneira assustadora. “Ser
comprometido com o trabalho é uma virtude. Mas tudo que se torna excessivo vira
vício. E nenhum tipo de vício é saudável”.
Fonte:Giovana Tensini de Aguiar, da SBA Associados/Noticenter -
09/06/2010
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