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As novas tecnologias e o maior reconhecimento por grande parte do empresariado, governo e sociedade estão mudando o perfil do trabalho dos profissionais contábeis, que estão passando a dedicar- se, cada vez mais, ao gerenciamento das empresas, com vistas a atender melhor seus clientes. O objetivo é deixar de lado a rotina de lançar notas fiscais ou preencher Darfs - que toma um tempo precioso - e voltar-se à geração de dados fundamentais para o desenvolvimento dos negócios e, por conseguinte, da economia. A Fenacon possui 36 sindicatos, distribuídos nos 26 Estados e no Distrito Federal. Essas entidades representam mais de 400 mil empresas que atuam nas áreas de contabilidade, assessoramento, perícias, informações e pesquisas Que análise o senhor faz do atual momento do mercado contábil no País? Valdir Pietrobon - O momento do mercado contábil brasileiro nunca esteve em alta como hoje, graças ao trabalho que estamos fazendo junto à classe empresarial - que é o nosso foco principal -, aos órgãos do governo, que enfim reconheceram a importância da empresa contábil e do empresário que possui um contador; à área institucional e à sociedade, que eu gostaria muito, pudesse conhecer o peso que representamos para o crescimento da economia. Então o segmento experimenta um forte crescimento? Pietrobon - Não dá para medir o crescimento, mas existe uma forma de mensurar nossa importância para as empresas. Hoje, a grande maioria dos empresários não está buscando uma empresa contábil ou um contador para fazer as obrigações fiscais, mas para ter conhecimentos sobre quanto está ganhando ou perdendo; esse é o nosso foco principal. O contador nunca foi tão procurado quanto é hoje, no Brasil. Quais as principais diferenças desse cenário hoje comparado ao de 5 anos atrás, por exemplo? Pietrobon - A diferença é que temos um grande reconhecimento de todas as áreas, e que as empresas já se conscientizaram disso. Hoje estamos sendo procurados pelos órgãos governamentais para darmos idéias, pois temos nas mãos a contabilidade das MPEs do País, atendendo-as direta ou indiretamente. Atualmente temos um cenário totalmente diferente de cinco anos atrás. Quando procurávamos um deputado, tínhamos de marcar audiência, enviar documentações, e agora estamos falando com ministros, juízes do STF, etc.; e logo queremos chegar ao presidente da República, pois já estamos merecendo. A inclusão de mais setores no Supersimples e a isenção de tributos para a abertura e manutenção de empresas podem impulsionar o mercado contábil de que maneira? Pietrobon - Quanto mais empresas na formalidade, mais trabalho vamos ter. Quero, no entanto, trabalhos sólidos. Por que as empresas contábeis trabalham para desburocratizar? Quanto mais burocrático for, mais honorários teremos. Nossa função principal não é fazer dinheiro e nem atender o Fisco, por meio das obrigações acessórias e principais. Mas, sim, fazer a contabilidade gerencial de uma empresa. As empresas contábeis que não se conscientizarem disso, sairão automaticamente do mercado. Qual a sua expectativa sobre a expansão de negócios com o advento do SPED e da Contabilidade Digital? Pietrobon - A expectativa é muito grande. As empresas contábeis estão passando hoje por uma linha totalmente diferente. O profissional que não quiser estudar, se atualizar, não terá mais mercado. Vai acabar o “Darfeiro”, e com isso, nossa atividade será mais valorizada. Qual o perfil atual do mercado das organizações contábeis? Quais as suas projeções para os próximos anos? Pietrobon - Existem 67.254 empresas contábeis no País, sendo a maioria de pequeno porte, com faturamento médio mensal de R$ 30 mil, oito empregados e dois sócios. Há também empresas grandes, entretanto, o importante é a qualidade do atendimento ao cliente. O contador deve ser visto como um assessor e não um lançador de notas. A contabilidade é a profissão do futuro, não tenho dúvidas; eu até diria, do presente, mas com um futuro bem mais próximo do que era no passado. Fonte: Contábil S/A
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