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Holocracia: Fim dos cargos de chefia e criação dos círculos de poder   publicado em 24/04/2014


O Assunto até já é antigo, porém a polemica veio a tona com a decisão da empresa Zappos, uma das maiores lojas on-line de calçados e roupas dos Estados Unidos, anunciar que vai acabar com os cargos na empresa.

Em vez de diretores e gerentes de departamentos, a empresa vai se organizar em torno de círculos nos quais todos têm o mesmo poder de decisão.

Este sistema é chamado de "holocracia", em que uma das premissas é que a empresa deve ser gerida em função do que precisa ser feito, e não das pessoas.

Definida como uma "tecnologia social" por seu criador, o consultor e ex-empreendedor de tecnologia Brian Robertson, a holocracia extingue a tradicional estrutura piradamidal, em que o poder vem de cima para baixo. Em vez disso, a organização passa a funcionar em círculos semi-independentes que englobam uns aos outros.

Segundo o site oficial da holocracia, um círculo mais "baixo" está sempre ligado a um "superior" e há pelo menos duas pessoas que pertencem a ambos - e também tomam decisões sobre os dois. As duas são escolhidas por meio de votação: uma pelos integrantes do círculo "inferior" e a outra pelos do "superior".

Entre esses círculos, pode haver alguns voltados para a implementação de projetos específicos, outros de administração de departamentos ou de operações comerciais.

Independentemente do nível ou do assunto em que os círculos são focados, cada um deles é livre para criar as suas próprias políticas e decisões, mas deve fazer o possível para cumprir as metas propostas pelo círculo superior.

A hierarquia ainda existe: há grupos com mais poder do que outros, mas a decisão final é do grupo.

Isso implica que nem o presidente tem a palavra final. Em uma reunião, quando alguém levanta um ponto que precisa ser melhorado (algo chamado de "tensão"), deve propor uma solução e ouvir objeções dos colegas.

A "tensão" só termina quando esse funcionário estiver satisfeito.

Ao serem contratados, os funcionários são designados como responsáveis por um determinado processo, mas, na hora de resolver um problema, não podem adotar ações unilaterais.


Sempre temos os prós e contras de uma situação:

Existe o risco da espera por uma decisão consensual e isso pode fazer com que a companhia perca oportunidades.

O ideal está no meio termo onde as pessoas encarregadas de tomar uma decisão ouçam os envolvidos no processo, mas coloquem um ponto final nele.

No Brasil existe alguns entraves jurídicos para a adoção desta ideia: a empresa poderia sofrer ações por questões de acúmulo de funções e equiparação salarial. Uma vez que todos tomam as decisões, por que a diferença salarial entre os colaboradores?

Aos poucos, sem pressa, sem violência, inspirados em Gandhi. O mundo está mudando.

Quer queiramos ou não, estamos diante de um novo paradigma!

Fonte: Lilian Aparecida Boing