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Empresas gastam R$ 35 bilhões por ano para obedecer a 5,5 km de leis tributárias publicado em 28/05/2008
RIO -Não bastasse a carga tributária brasileira ser considerada uma das mais altas do mundo, o pagamento de impostos no paÃs é dificultado pela      complexidade da legislação. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de        Planejamento Tribut ário (IBPT) para regulamentar os 61 tributos cobrados    atualmente, existem em vigor 3.200 leis, portarias e decretos distribuÃdas em 55.767 artigos e 33.374 parágrafos, 23.497 incisos e 9.956 aÃneas. Impressa e enfileirada, toda essa legisção somaria 5,5 km de papel.   Só para administrar a burocracia necess ária à aplicção de tantas regras, as empresas brasileiras gastaram 1,5% do seu faturamento do ano passado. São   custos de profissionais especializados, declarções, formulários, livros, guia etc. Para "medir" a legislação, os técnicos do IPBT analisaram o tamanho médio dos principais tipos de regras e projetaram para o total de normas existentes no paÃs.    -Foram R$ 35 bilhõ es jogados no lixo, porque essa cifra não inclui o que a empresas pagaram de imposto, mas o que gastaram para repassar os tributos. Porque, na verdade, tudo que as empresas pagam de impostos e taxas elas  cobram no consumidor no preço dos produtos -explica Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT. Ao governo, a legislção garantiu uma arrecadação total de R$ 923 bilões no ano passado, cerca ou 36,08% do Produto Interno Bruto   (PIB), o total de riquezas    produzidas pelo paÃs, que foi de R$ 2,558 trilões. Signfica que, em   2007, os governos federal,        estaduais e municipais    arrecadaram juntos R$ 2,53 bilh ões por dia ou R$ 29,275,65 por       segundo. O estudo também mostra que o    brasileiro deixa com os cofres  públicos todos os anos 15% de sua renda, 3% do valor do seu    patrimô nio 22,51% de tudo que consome. No total, o Estado leva 40,51% do rendimento bruto do   cidadão ou o corresponde a 148  dias de trabalho por ano.       Pela ótica da arrecadação, a maior fonte do governo é consumo, onde são    gerados 65,01% das receitas. A renda responde por 31,42% e os impostos sobre o patrimônio por 3,47%. Nos paÃses mais ricos essa relação é diferente: nos Estados Unidos, por exemplo, 28,82% dos impostos v êm do consumo, 12% vêm  patrimônio e 59,18%, da renda.   -Os paÃses pobres e emergentes como Brasil e México optam por tributar o consumo e a renda. Mas quanto mais desenvolvido um paÃs, menor a  concentração de impostos sobre o consumo -diz Amaral. Segundo ele, a taxação sobre consumo é regressiva e injusta ou seja, paga    mais quem ganha menos e paga menos quem ganha mais.         -Basta ver que o governo d uma Bolsa -famÃlia de R$ 95 a R$ 120 e toma mais de 40% deste valor de volta quando esse cidadão usa esse dinheiro para consumir. Fonte: Nice de Paula -O Globo Online
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