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Receita divulga balanço do Refis publicado em 27/07/2011
Não há data para o inÃcio da formalização das
exclusões das empresas do Refis da Crise. Laura Ignacio Balanço da
Receita Federal divulgado ontem mostra que 41% dos pedidos de parcelamentos
apresentados pelas grandes empresas no Refis da Crise não foram confirmados. As
companhias submetidas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado ou
especial (ano-calendário 2010) e aquelas que optaram pela tributação pelo lucro
presumido em 2009 tiveram até dia 30 de junho para consolidar seus débitos, com
os respectivos valores e indicação das modalidades de pagamento. No total,
341 mil propostas de parcelamento foram apresentadas por essas empresas. Cada
uma delas pôde fazer mais de um pedido. A Receita Federal afirma que apenas na
segunda-feira vai divulgar o número de contribuintes que concluÃram a
consolidação de débitos e o valor total negociado. A expectativa era de que 150
mil empresas fizessem a negociação de suas dÃvidas até o fim de junho. Entre
os autores de 41% dos pedidos de parcelamentos que não foram confirmados,
constam empresas que recorreram ao Judiciário ou fizeram pedidos administrativos
à Receita Federal antes do dia 30, por não conseguir incluir determinados
débitos na consolidação. Segundo o subsecretário de arrecadação e atendimento da
Receita, Carlos Roberto Occaso, os pedidos administrativos ainda serão
analisados e as decisões judiciais serão cumpridas. "Mas as empresas que
deixaram de fazer a consolidação no prazo já não conseguem obter a Certidão
Negativa de Débitos (CND)", avisa. "Se a empresa não consolidou seus débitos,
não entrou com pedido administrativo até dia 30 e não tem liminar, será excluÃda
do programa de parcelamento", completa. Não há data para o inÃcio da
formalização das exclusões das empresas do Refis da Crise. Mas também não há
perspectiva de abertura de um novo prazo como aconteceu em relação às pessoas
fÃsicas. "Não há razão tecnológica jurÃdica ou financeira para a reabertura do
prazo", afirma Occaso. As parcelas mÃnimas pagas pelos contribuintes que
aderiram ao Refis desde 2009 serão descontadas do montante devido e o restante
dos débitos passará para a dÃvida ativa da União. O presidente do Sindicato
Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Allan Titonelli
Nunes, considerou alto o percentual de pedidos não confirmados, levando-se em
consideração as vantagens oferecidas no Refis da Crise. A entidade chegou a
ajuizar uma representação para pedir a conclusão rápida do programa de
consolidação dos débitos. "A atuação da procuradoria acaba prejudicada com a
demora da Receita", diz. "Agora, os processos de execução contra as empresas que
não consolidaram seus débitos no prazo voltam a tramitar." Fonte: Valor
Econômico
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