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Projeto muda regras para micro e pequenas empresas publicado em 15/12/2010
Texto amplia limite
de enquadramento, acaba com taxas e facilita registro do comércio. Luiz
Claudio Pinheiro A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 591/10,
apresentado pelos deputados Vignatti (PT-SC) e Carlos Melles (DEM-MG), que muda
uma série de regras paramicro e pequenas empresas. Uma das medidas é a correção
dos valores de enquadramento: para a microempresa o faturamento limite passa de
R$ 240 mil para R$ 360 mil por ano; para a empresa de pequeno porte, de R$2,4
milhões para R$ 3,6 milhões por ano. Outra novidade é que o projeto equipara
o produtor rural pessoa fÃsica à empresa de pequeno porte, além de criar a
figura do trabalhador rural avulso – aquele que presta serviço a produtor rural
por até 120 dias por ano, sem vÃnculo empregatÃcio. As demais mudanças abrangem
regras de abertura de empresa, registro, funcionamento, recolhimento de
tributos, entre outros pontos. Os autores explicam que o projeto é fruto de
esforço conjunto dos deputados da Comissão de Finanças e Tributação, além de
parlamentares que acompanham a discussão do tema. A proposta altera a Lei
Complementar 63/90 (que estabelece critérios e prazos para arrecadação de
impostos estaduais e municipais), a Lei Complementar 123/06 (Lei Geral das Micro
e Pequenas Empresas) e a Lei 11.101/05 (que trata de recuperação judicial,
extrajudicial e falência). Menos burocracia Segundo a proposta, o
microempreendedor individual poderá obter o registro do comércio por meio
eletrônico ou ser simplesmente dispensado dessa formalidade. A desburocratização
será disciplinada por um comitê gestor ligado ao Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior. "O registro empresarial poderá se feito de forma
muito mais célere e descentralizada", afirmam os autores do projeto. A
proposta acaba, ainda, com taxas e demais custos relativos a abertura,
inscrição, registro, funcionamento, alvará, licença, cadastro, alterações e
procedimentos de baixa e encerramento para o microempreendedor individual.
Simples Nacional As empresas optantes pelo Simples Nacional, diz o texto,
deverão ter sistema de comunicação eletrônica com o fisco, destinado a expedição
de atos administrativos, notificações, intimações e avisos em geral. Com a
informatização, dizem os deputados, espera-se maior agilidade. A proposta
permite o enquadramento no Simples Nacional das indústrias de aguardentes,
vinhos, cervejas e licores artesanais. Caberá ao Ministério do Desenvolvimento
Agrário definir o que será considerado artesanal. Também serão enquadradas no
Simples, segundo o texto, as academias de ginástica e de fisioterapia. É
criado ainda parcelamento especial para os débitos tributários no âmbito do
Simples Nacional. O projeto prevê até três parcelamentos concomitantes, com o
acréscimo de 1% na alÃquota para o primeiro deles e 0,5% para os demais,
cumulativamente. Os critérios para o parcelamento serão fixados pelo Comitê
Gestor do Simples Nacional, ligado ao Ministério da Fazenda. Comitês de
gestão O projeto inclui integrantes de instituições representativas
empresariais no Comitê Gestor do Simples Nacional, que trata das questões
tributárias. O objetivo é dar voz às reinvindicações dos empresários de forma
direta. Hoje, o comitê é formado apenas por representantes da União, dos
estados, do DF e dos municÃpios. A proposta cria outros quatro comitês
setoriais, também com participação dos entes federados e de entidades
empresariais. São eles: Comitê da PolÃtica Nacional de Inovação, Qualidade e
Acesso à Tecnologia, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia; do Uso de
Poder de Compra Governamental e de Acesso aos Mercados, vinculado ao Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão; de Acesso a Serviços Financeiros vinculado
ao Ministério da Fazenda; e de Formação e Capacitação, vinculado ao Ministério
do Trabalho e Emprego. O texto determina ainda que os ministérios públicos
estaduais e federal deverão criar promotorias de defesa dos empreendedores,
microempresas e empresas de pequeno porte. Tramitação O projeto, em
regime de prioridade, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário. Fonte: Agência
Câmara
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